O respeito também foi invadido pelo vírus?


Os últimos meses foram assustadores e fizeram com que parássemos para pensar e equacionar muitas das coisas da nossa vida e como sairíamos depois deste confinamento obrigatório devido à pandemia. 
Havia quem dissesse que seríamos mais tolerantes, mais solidários, mais preocupados com o próximo, menos egocêntricos... Mas os últimos acontecimentos levam-me a querer que foi precisamente o contrário. Os noticiários deixaram de ter o tempo 100% dedicado ao Covid-19 e passaram também a mostrar-nos o lado feio do ser humano. Eu cá não me considero melhor nem pior do que ninguém, mas há uma regra básica que passo sempre aos meus filhos: devem sempre respeitar os outros (sejam eles quem forem) para poderem também merecer respeito. E isso é o que acho que mais falta faz nos dias que correm. Não há respeito pelas pessoas que precisam (e têm o direito) de serem atendidas em regime prioritário, não há respeito pelos profissionais das mais diversas áreas (porque acham que estão ali apenas para nos servir), não têm respeito pelas regras impostas afim de minimizarmos (por mais que gostasse de dizer acabar) com o Covid-19... 
Tenho muito receio do que está ainda para vir, a nível educacional, a nível económico mas sobretudo a nível social. E não o problema não está num vírus que causou uma pandemia... o problema está nas pessoas que cada vez mais não sabem o significado da palavra respeito. E isso preocupa-me. Porque a falta de respeito deixa-nos menos seguros. Deixa-nos apreensivos pelo tipo de sociedade que andamos a criar e onde os nossos filhos estão a crescer e a formar-se. 
Todos os dias lhes tento passar os valores nos quais acredito e me baseio, mas tenho nos últimos dias focado esta questão em particular: respeito. Respeito pela diferença. Porque não somos todos iguais e não temos de o ser, desde que isso não prejudique ninguém. Porque sempre ouvi dizer que "Se queres ser respeitado, dá-te ao respeito."

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